Pedaltrip
Este espaço está reservado para
dar dicas, fazer pequenos ou grandes roteiros de biketurismo na cidade de
Caruaru ou fora dela e incentivar essa prática saudável aos nossos amigos e
leitores, fazendo com que todos se tornem amantes das “magrelas”.
Não que sejamos expert no assunto, muito, mas muito pelo
contrário.
Na verdade, eu e minha esposa
acabamos de comprar nossas bicicletas e como temos todas as dúvidas que os
iniciantes em qualquer assunto têm, resolvemos compartilhar essas pequenas
aventuras e gafes aqui no blog.
Domingo, dia de ficar até tarde
na cama, né? Para nós não, porque eu sabia que a Sil queria pedalar.
Já fazia uma semana que tinha
ganhado sua magrela e só tinha pedalado um dia, e por um período muito pequeno,
qualquer ser feminino ansioso estaria frustrado.
Assim, acordei mais cedo para
fazer um pequeno mimo: levei o café na cama.
Ela olhou pra mim, abriu um
sorriso e perguntou: vamos pedalar? Vamos, vamos, vamos?
Então coloquei um pouco de água
em uma garrafa, pequei duas barrinhas de cereal, a carteira e os celulares
enquanto ela dava um jeito em Tito (nosso filho canino). Taquei tudo em uma
mochila que foi devidamente acomodada na cestinha da bike dela e logo em seguida
já estávamos na rua em cima das magrelas com o vento batendo na cara.
-Que tal irmos até o parque das
Rendeiras? Perguntei de forma afirmativa.
-Não é muito longe? Você sabe que
ainda estou aprendendo, respondeu a Sil.
-Não amor, você vai ver que é
pertinho e eu vou tomando conta de você, ok?
-Ok, mas vai ter que me alcançar
primeiro. E lá se foi ela na minha frente, toda elegante, nem parecia que iria
pedalar, pois estava com uma sapatilha de caveirinha, uma calça com o mesmo
tema e sua blusa do FBI (Federação das Baixinhas Invocadas), que ala
simplesmente adora.
Nesse momento tive que modificar
a marcha da magrela para poder alcançá-la, porque já estava tomando a
dianteira, mas depois de alguns instantes já estávamos lado a lado, curtindo
nosso novo hobby e passando na frente do Parque Ambiental Severino Montenegro,
onde infelizmente não é possível entrar de bike.
Cruzamos o bairro do Inocoop, sem
problemas, sempre tendo cuidado com o trânsito, e o sol já mostrou que iria
castigar um pouco.
No bairro José Liberato vimos uma
pequena Palhoça, o que leva a crer que estamos mesmo na Capital do Forro,
porque ainda estavam faltando 13 dias para o começo do mês de junho, mas a
população já estava em festa.
Depois de quarenta minutos chegamos ao
destino, Parque das Rendeiras.
Na entrada perguntamos ao
porteiro se poderíamos entrar de bike e
ele disse que só poderíamos andar pelo caminho de terra que percorria mais ou
menos um terço do parque, e quando estávamos lá vimos que o ambiente está bem
cuidado, apesar de não ter quase nenhuma árvore para os ciclistas aproveitarem
sua sombra.
Desmontamos das magrelas, tomamos
toda a água, mandamos ver nas barrinhas e ficamos aproveitando a beleza do
local.
No nosso
primeiro dia de pedal juntos não houve gafes
nem nada engraçado, mas o prazer que a endorfina proporcionou nos acompanhou o
restante do dia de domingo.





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