Amsterdam é sinônimo de liberdade.
Lembra-se daquela máxima que
escutamos nos filmes americanos: “Esse é um país livre”? Pois bem, isso também
se aplica à Holanda, mais especificamente à sua capital Amsterdam, onde parece
que tudo é permitido, pois a maconha é livremente consumida nos coffee shops – um tipo de bar onde se
vende essa erva. Esses bares, que não são poucos, estão espalhados por toda a
cidade e repletos de turistas e residentes que gostam da cultura difundida por
Bobby Marley.
O uso da cannabis
também é permitido em via pública, não é difícil sentir seu cheiro andando nas
ruas e nos parques da cidade. Ela é vendida até no Mercado das Flores, no
centro da cidade, e mesmo assim não vimos nada parecido com uma situação de
criminalidade, nada mesmo.
Nos dias em que estivemos por lá percebemos
que a cultura da maconha é tão forte que eles vendem de tudo com essa temática:
roupas, bonés, calçados e até doces. Quase trouxemos uns pirulitos verdes que o
vendedor garantiu que não era alucinógeno e que só tinha o sabor de maconha, mas
resolvi não arriscar, porque dar explicações não é o meu forte, sobretudo se
for à Polícia Federal.
Sexo é outro tema livre por lá,
porque além de existirem diversos sex
shoppings com vitrines repletas de artigos pornô que dividem espaço com as
outras lojas normais, existem também as profissionais do ramo que mostram todos
os seus dotes nas vitrines que ficam
localizadas no distrito vermelho conhecido mundialmente, principalmente
pelos jovens europeus que pareciam estar se divertindo vendo as prostitutas
todas vestidas com um biquíni que refletia a luz neon dentro das suas vitrines
alugadas. Essas profissionais do sexo têm sua profissão reconhecida, assim, se
trabalham e pagam impostos, nada mais natural que possam receber aposentadoria
no futuro, tudo muito simples e normal em Amsterdam.
Estávamos pensando: se em
Amsterdam tem sexo, drogas, só faltou o rock
in roll, esse, sinceramente, não ouvimos. O que ouvimos de forma sonora foi
a música do Gustavo Lima e outras do Gênero que soavam de dentro das lanchas
alugadas pelos turistas, na maioria Italianos, que circulavam dentro dos canais
bebendo as famosas cervejas holandesas, na hora do aperitivo ou happy hour, uma prática diária que
acontecia das seis horas até o sol descansar e ele só estava cansado próximo
das onze horas. Agora imagina como isso é louco para nós que estamos
acostumados a ver o anoitecer às seis e meia.
A dica do Blogueiro é: não seja
preconceituoso quando for a Amsterdam, tenha a mente aberta. Conhecer novas
culturas requer um certo desprendimento das nossas amarras. Não estamos dizendo
que você precisa fumar maconha, pagar uma prostituta, ou andar bêbado de
madrugada, o que queremos dizer é que o mundo tem culturas, povos e costumes
diferentes, e se você não está preparado para conviver com isso, infelizmente
vou dizer pela primeira e última vez, não vá viajar. Mas se tem educação
suficiente para observar, respeitar e conviver com outra cultura, digo e
continuarei dizendo, vá viajar e seja feliz!
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