quarta-feira, 17 de julho de 2013

Biketrip



                                                         Pedaltrip

Este espaço está reservado para dar dicas, fazer pequenos ou grandes roteiros de biketurismo na cidade de Caruaru ou fora dela e incentivar essa prática saudável aos nossos amigos e leitores, fazendo com que todos se tornem amantes das “magrelas”.
Não que sejamos expert no assunto, muito, mas muito pelo contrário.
Na verdade, eu e minha esposa acabamos de comprar nossas bicicletas e como temos todas as dúvidas que os iniciantes em qualquer assunto têm, resolvemos compartilhar essas pequenas aventuras e gafes aqui no blog.

Domingo, dia de ficar até tarde na cama, né? Para nós não, porque eu sabia que a Sil queria pedalar.
Já fazia uma semana que tinha ganhado sua magrela e só tinha pedalado um dia, e por um período muito pequeno, qualquer ser feminino ansioso estaria frustrado.

Assim, acordei mais cedo para fazer um pequeno mimo: levei o café na cama.
Ela olhou pra mim, abriu um sorriso e perguntou: vamos pedalar? Vamos, vamos, vamos?
Então coloquei um pouco de água em uma garrafa, pequei duas barrinhas de cereal, a carteira e os celulares enquanto ela dava um jeito em Tito (nosso filho canino). Taquei tudo em uma mochila que foi devidamente acomodada na cestinha da bike dela e logo em seguida já estávamos na rua em cima das magrelas com o vento batendo na cara.
-Que tal irmos até o parque das Rendeiras? Perguntei de forma afirmativa.
-Não é muito longe? Você sabe que ainda estou aprendendo, respondeu a Sil.
-Não amor, você vai ver que é pertinho e eu vou tomando conta de você, ok?
-Ok, mas vai ter que me alcançar primeiro. E lá se foi ela na minha frente, toda elegante, nem parecia que iria pedalar, pois estava com uma sapatilha de caveirinha, uma calça com o mesmo tema e sua blusa do FBI (Federação das Baixinhas Invocadas), que ala simplesmente adora. 

Nesse momento tive que modificar a marcha da magrela para poder alcançá-la, porque já estava tomando a dianteira, mas depois de alguns instantes já estávamos lado a lado, curtindo nosso novo hobby e passando na frente do Parque Ambiental Severino Montenegro, onde infelizmente não é possível entrar de bike.
Cruzamos o bairro do Inocoop, sem problemas, sempre tendo cuidado com o trânsito, e o sol já mostrou que iria castigar um pouco.
No bairro José Liberato vimos uma pequena Palhoça, o que leva a crer que estamos mesmo na Capital do Forro, porque ainda estavam faltando 13 dias para o começo do mês de junho, mas a população já estava em festa.
 Depois de quarenta minutos chegamos ao destino, Parque das Rendeiras.

Na entrada perguntamos ao porteiro se poderíamos entrar de bike e ele disse que só poderíamos andar pelo caminho de terra que percorria mais ou menos um terço do parque, e quando estávamos lá vimos que o ambiente está bem cuidado, apesar de não ter quase nenhuma árvore para os ciclistas aproveitarem sua sombra.

Desmontamos das magrelas, tomamos toda a água, mandamos ver nas barrinhas e ficamos aproveitando a beleza do local.
No nosso primeiro dia de pedal juntos não houve gafes nem nada engraçado, mas o prazer que a endorfina proporcionou nos acompanhou o restante do dia de domingo.       

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Amsterdam



Amsterdam é sinônimo de liberdade.



Lembra-se daquela máxima que escutamos nos filmes americanos: “Esse é um país livre”? Pois bem, isso também se aplica à Holanda, mais especificamente à sua capital Amsterdam, onde parece que tudo é permitido, pois a maconha é livremente consumida nos coffee shops ­– um tipo de bar onde se vende essa erva. Esses bares, que não são poucos, estão espalhados por toda a cidade e repletos de turistas e residentes que gostam da cultura difundida por Bobby Marley.



 O uso da cannabis também é permitido em via pública, não é difícil sentir seu cheiro andando nas ruas e nos parques da cidade. Ela é vendida até no Mercado das Flores, no centro da cidade, e mesmo assim não vimos nada parecido com uma situação de criminalidade, nada mesmo. 

 

 Nos dias em que estivemos por lá percebemos que a cultura da maconha é tão forte que eles vendem de tudo com essa temática: roupas, bonés, calçados e até doces. Quase trouxemos uns pirulitos verdes que o vendedor garantiu que não era alucinógeno e que só tinha o sabor de maconha, mas resolvi não arriscar, porque dar explicações não é o meu forte, sobretudo se for à Polícia Federal.
Sexo é outro tema livre por lá, porque além de existirem diversos sex shoppings com vitrines repletas de artigos pornô que dividem espaço com as outras lojas normais, existem também as profissionais do ramo que mostram todos os seus dotes nas vitrines que ficam  localizadas no distrito vermelho conhecido mundialmente, principalmente pelos jovens europeus que pareciam estar se divertindo vendo as prostitutas todas vestidas com um biquíni que refletia a luz neon dentro das suas vitrines alugadas. Essas profissionais do sexo têm sua profissão reconhecida, assim, se trabalham e pagam impostos, nada mais natural que possam receber aposentadoria no futuro, tudo muito simples e normal em Amsterdam.


Estávamos pensando: se em Amsterdam tem sexo, drogas, só faltou o rock in roll, esse, sinceramente, não ouvimos. O que ouvimos de forma sonora foi a música do Gustavo Lima e outras do Gênero que soavam de dentro das lanchas alugadas pelos turistas, na maioria Italianos, que circulavam dentro dos canais bebendo as famosas cervejas holandesas, na hora do aperitivo ou happy hour, uma prática diária que acontecia das seis horas até o sol descansar e ele só estava cansado próximo das onze horas. Agora imagina como isso é louco para nós que estamos acostumados a ver o anoitecer às seis e meia.

A dica do Blogueiro é: não seja preconceituoso quando for a Amsterdam, tenha a mente aberta. Conhecer novas culturas requer um certo desprendimento das nossas amarras. Não estamos dizendo que você precisa fumar maconha, pagar uma prostituta, ou andar bêbado de madrugada, o que queremos dizer é que o mundo tem culturas, povos e costumes diferentes, e se você não está preparado para conviver com isso, infelizmente vou dizer pela primeira e última vez, não vá viajar. Mas se tem educação suficiente para observar, respeitar e conviver com outra cultura, digo e continuarei dizendo, vá viajar e seja feliz!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Deliciosa Itália.


                                                   Qual é o segredo da Itália?


Esses dias eu estava recordando da viagem que fiz à Itália e acho que descobri porque ela é tão atraente para o turista de todo o mundo.
Quando fecho os olhos e lembro-me de lá, meu paladar fala mais alto que minha memória visual.
Percebi que quando estamos passeando por esse país deslumbrante e vendo obras de arte por todos os lugares que nossos olhos passam, dentro ou fora dos museus, sempre estamos ou acabamos de comer algo delicioso.
Que tal investigarmos essa idéia mais detidamente?
Começaremos pela Toscana com seus belos caminhozinhos e as exuberantes plantações de girassóis, porém elas não são as mesmas se não dermos uma parada em Montalcino para tomar um bom vinho Brunello, em Siena, para tomarmos uma Bira gelada em qualquer bar da praça redonda, e outra em San Gimignano, para tomar um gelato de amarena na Gelateria di Piazza, considerado um dos melhores sorvetes do mundo por vários anos consecutivos. (Hummmm, essa última memória é forte e deliciosa.)


Agora vamos para a capital da Toscana, Florença ou Firenze, como falam os italianos. Lá você pode comprar um panini e comê-lo dando a volta no majestoso Duomo apreciando aqueles contornos do barroco da renascença e, por falar em arte, cuidado para não deixar o gelato de mango derreter, o que seria um pecado mortal quando estiver na Galleria degli Uffizi apreciando a gigantesca réplica do Davi de Michelangelo em plena praça a céu aberto.


Já que falamos em pecado mortal, que tal pegarmos um trem e irmos até a cidade Eterna, Roma?
Antes de ir conhecer a imensa piazza de San Pietro e presentear seus olhos com a Capela Cistina dentro do Vaticano, que tal comermos uma pizza de presunto crudo ou uma espetacular pasta ao polmodoro? (Hummmmmmmmmmmm, essa eu comia todos os dias) e para o arrematar podemos pedir um leve tiramisu.







Ok, agora que já recebemos a benção do Papa argentino, já que estamos em Roma mesmo, temos a obrigação de conhecer o Coliseu, e como o caminho é longo até lá, bem que poderíamos parar no meio do percurso e tomar um café com brioche de crema, pois ninguém é de ferro, né?




Depois de ficar boquiaberto e imaginar os gladiadores lutando para divertir os Césares, temos que ir até a Fontana di Trevi (se o turista não jogar uma moedinha de euro por lá não volta a Roma, e porque arriscar não é?). Passar horas apreciando a Fontana é fácil, o difícil é tentar tirar uma foto sozinho com ela, aí meu amigo, só um gelato de chocolate com menta salva.





Se o turista foi à Toscana, deu um pulinho em Roma, não vai querer voltar para casa dizendo que foi à Itália e não fez um passeio de gôndola em Veneza, isso seria imperdoável, e imperdoável mesmo seria voltar sem tomar nem que seja um gelatinho de pistache nessa cidade onde os carros são lanchas, o ônibus é conhecido por vaporeto e todos os caminhos levam à Praça San Marco.




Opa! Espere um pouco, acho que descobri. O segredo Italiano é a comida deles e seu carro chefe é o Gelato.


 Infelizmente tentei, juro que tentei, mas não consigo descrevê-lo em palavras.
 O turista que achar que é muita festa para um sorvetinho, certamente nunca foi à Itália e por isso está perdoado e ao mesmo tempo convidado a fazer essa gastronômica viagem até lá.
Vá viajar e seja feliz, (depois você pensa em fazer um regime) porque como diz meu concunhado: buona vacanza fa aumentare pancia.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Restaurante Maragaço



Restaurante Maragaço, um diferencial em Maragogi.


Depois de pensarmos muito pedimos a peixada à moda.

A escolha foi perfeita porque a peixada vinha aconpanhada de camarão, lagosta, pirão de peixe e arroz branco.




Olha o Zé e sua filha Havana. Vimos que o Maragaço está bem cotado no Tripadvisor e se depender de nós ele só vai melhorar.
A feirinha de Maragogi é pequena mas muito charmosa







Maria Bonita tomando água de Coco é D+ 


Esses peixes só faltavam nadar de tão reais.



                                                                                  

Essa flor é feita da escama de peixe, quase inacreditável
Voltando das piscinas encontramos esse Auto café que fica próximo da entrada de Maragogi.



 Olha isso!!! Parece de mentira, não pode ser de Deus.



Minha querida esposa e colaboradora do blog pegando nossos cafés.
 O fotógrafo nativo de lá catou esse ouriço e disse: Só não pode apertar!



Livres para voar
  



Procurando o Nemo.




                                       

                           Olha ele ali.











                                                                                                                                                             
 E o Nemo disse:
 Proibido para menores
 Chegando nas Galés.



Roteiro de Fotos de Maragogi.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Gigante adormecido


                                                          Gigante adormecido.


Uma bela praia que fica localizada no Estado de Alagoas chamada de Maragogi tem todos os requisitos naturais para se tornar uns dos roteiros mais visitados do nordeste. Infelizmente as visões pequenas de várias administrações municipais não a deixam dar essa guinada.
Gostamos sempre de dizer nos nossos textos que não temos a intenção de sermos críticos de nada, por isso vamos ao que interessa aos nossos viajantes, que são as informações e dicas.
Quando o turista chega a Maragogi, saindo do aeroporto de Recife, de Maceió ou vindo de carro de qualquer localidade próxima, vai encontrar uma cidadezinha praiana com um ritmo de vida bem pacato, perfeito para quem tem a intenção de descansar, mas não se engane, essa cidadezinha mostra potencial, pois já tem tudo que o turista necessita: mercados, bares, café expresso, lanchonetes, boa praia com belos passeios de buggy, trilha para cachoeiras, mergulho com batismo, uma feirinha de artesanato muito charmosa e feita com todo carinho por um povo que não deixa sua cultura morrer (essa eu recomendo), porém  a cidade tem tudo isso em pequena quantidade, exceto os passeios das Galés, que bomba, por lá!
O ritmo tranquilo só é quebrado nos meses de Janeiro e Fevereiro, quando a cidade transforma-se em um reduto de veranistas que vêm de várias partes do país e trazem na bagagem a vida turística que a praia merece.
E essa é a primeira dica do blogueiro: Se quiser agito venha conhecer o carnaval de Maragogi, mas se quer descansar, aí deve vir nos meses de março, abril e maio, porque eles são perfeitos, é baixa temporada e as pousadas têm bons descontos e, por falar em pousadas, esse artigo é abundante por lá, existem várias, das mais sofisticadas às mais simples, e até uns “resorts” que são famosos por fazerem de tudo para agradar o seu hóspede.
A segunda dica do blogueiro: é o passeio de Catamarã que leva às piscinas naturais, nelas o viajante vai transformar-se em um mergulhador profissional sem ter nenhum tipo de aula, porque é só colocar a máscara de mergulho, um esnoque e começar a ver as belezas da deslumbrante vida marinha do litoral alagoano, o preço é um pouco salgado, em média R$ 75,00 por pessoa, mas vale à pena, e ainda dá direito a umas fotos aquáticas que nunca mais vão sair da memória do turista, muito menos de seu porta-retrato.
O mar dessa praia é um capítulo à parte, ela tem águas mornas, claras, calmas e não existem pedras ou buracos, o que desarma o turista mais crítico que possa passar por lá.
Os pais de crianças pequenas podem tomar umas boas cervejas ou os “drinks” que preferirem embaixo dos seus guarda-sóis, enquanto seus pimpolhos se divertem no mar ou fazendo uns castelos de areia.
E lá vai a terceira dica do Blogueiro: vá conhecer os pontais de Maragogi, lá o turista vai ter o prazer de estar no caribe brasileiro, pois o mar consegue ser ainda mais calmo, a temperatura da água é quase terapêutica e não existe nenhuma coloração, porque as mesmas são cristalinas, um verdadeiro presente de Deus que você, amigo leitor, não pode deixar de desfrutar.
Caro leitor, se você seguiu minhas dicas e fez todos esses passeios, vai estar varado de fome como costumamos dizer aqui no nordeste, então aí vai a última e mais deliciosa dica do Blogueiro: procure o Maragaço, um pequeno e elegante restaurante familiar, compatível com os melhores restaurantes da cidade e com preço justo para seus pratos sofisticados. No Maragaço você poderá pedir do dourado camarão à soberba lagosta, passando por uma bela peixada, além de um cardápio de “drinks” variados. Ele fica localizado bem em frente à Praça de Eventos, não tem erro, e o seu proprietário, o boa praça “Zé”, conta ainda com uma rede de serviços fora do restaurante para facilitar a vida do turista, e fez a gentileza de nos presentear com o passeio às piscinas naturais e a cortesia de um belo Jantar.
E já que estamos falando em comida, o nosso leitor não pode deixar de experimentar as bolachas de capas: doces ou salgadas, e muito menos os bolinhos de goma, esses dois artigos locais são uma delícia e sempre que vou à Itália levo-os comigo na bagagem como regalo “per mio fratello” Roberto Lucato.
Agora que já sabe o que fazer em Maragogi, que tal juntar a família, fazer as malas e passar uma temporada por lá?
 Vá viajar e seja feliz!